O problema
Respostas genéricas vêm de prompts genéricos. Se você pede “escreva um texto sobre marketing”, vai receber algo genérico. A solução é tratar prompts como instruções estruturadas.
O framework RTAC
Pense em cada prompt como um briefing com 5 dimensões:
Role (Papel)
Quem a IA deve ser? Um especialista em SEO? Um CTO? Um professor?
Task (Objetivo)
O que exatamente precisa ser entregue? Um relatório? Uma análise? Um código?
Audience (Público)
Para quem é o output? Executivos? Desenvolvedores? Iniciantes?
Tone (Tom)
Formal? Casual? Técnico? Inspiracional?
Constraints (Restrições)
Formato, tamanho, idioma, o que evitar, estrutura esperada.
Tip
Role + Task alinham expertise e deliverable esperado. Audience + Tone ajustam profundidade e estilo. Constraints reduzem prolixidade e prendem a saída no formato certo.
Exemplo prático
Prompt genérico:
Escreva sobre cloud computing.Prompt com RTAC:
Role: Você é um arquiteto de soluções cloud com 15 anos de experiência.Task: Escreva uma análise comparativa entre AWS, Azure e GCP para uma migração de ERP.Audience: CTOs e diretores de TI de empresas mid-market.Tone: Executivo, direto, baseado em dados.Constraints: Máximo 800 palavras, formato de tabela comparativa + recomendação final, sem jargão excessivo.A diferença no output é brutal.
Iteração é chave
Warning
O primeiro resultado é rascunho. Você dirige o assistente — refine, peça ajustes, adicione contexto. Prompt engineering é um processo iterativo, não um one-shot.
Takeaways
- Trate prompts como instruções, não como perguntas vagas
- Use RTAC como checklist antes de enviar qualquer prompt importante
- Itere: o primeiro resultado é ponto de partida, não entrega final
Publicado originalmente no LinkedIn.